Apocalipse se aproxima!


“O aquecimento do planeta é uma ameaça à estabilidade global muito maior do que a do terrorismo”.

Relatório do Pentágono

Por Frank Herles Matos

Alerta

Desastres causados por mudanças climáticas e guerras motivadas por escassez de alimentos, água e energia poderão custar milhões de vidas em poucos anos.

Relatório Secreto

Um Relatório classificado como Secreto pelo Pentágono, mas obtido {1} e publicado pela revista britânica The Observer, adverte que “grandes cidades européias serão submersas pêlos mares e a Grã-Bretanha terá um clima siberiano até 2020.”

Esse relatório foi solicitado por Andrew Marshall – influente conselheiro de Defesa do Pentágono que teve considerável influência sobre o pensamento militar e estratégico norte-americano nas últimas três décadas {2}.

Os autores desse relatório são Peter Schwartz (consultor da CIA e ex-chefe de planejamento do Grupo Royal Dutch/Shell) e Doug Randall (da Global Business Network, com sede na Califórnia). Estes afirmam que “uma mudança climática na terra deveria ser levada e elevada além do debate científico para uma preocupação da segurança nacional norte-americana e planetária, o mais rápido possível”.

Conteúdo do Relatório

Os cenários do relatório são dramáticos, com perspectivas de mudanças climáticas catastróficas e iminentes. Seus autores afirmam que “é plausível e desafiaria a segurança planetária de maneira que deveriam ser imediatamente consideradas.” Do conteúdo conhecido desse relatório podemos relacionar as seguintes perspectivas:

1. Mudanças abruptas no clima poderá levar o planeta à beira da anarquia, com países reforçando suas defesas e até mesmo desenvolvendo armas nucleares para assegurar seus estoques de alimentos, água e energia.

2. A lei do mais forte voltaria a prevaleçer. Grandes secas, frio, fome e tumultos generalizados ao redor do mundo provocariam rupturas e conflitos de diversos níveis seriam características endêmicas da vida.

3. Nos próximos anos, enchentes generalizadas causadas por elevação no nível dos mares poderiam ser calamitosas para milhões de pessoas.

4. As guerras poderiam definir a vida humana neste planeta.

Ação e Reação de Cientistas

O governo Bush têm sido alvo de críticas de respeitáveis organizações cientificas para as quais “…essa administração escolhe a dedo teses científicas para combinar com sua agenda e suprime estudos e pesquisas que não se enquadram em seus interesses”. Jeremy Symons, ex-funcionário e crítico da EPA – Agência de Proteção Ambiental, afirmou que “a supressão desse relatório por quatro meses é outro exemplo de tentativa da Casa Branca esconder a ameaça da mudança climática”.

No entanto, climatologistas experientes acreditam que “…as conclusões desse relatório podem forçar Bush a aceitar a mudança do clima como um fenômeno real e inevitável.” Também esperam que o relatório “convença os Estados Unidos a assinar tratados globais que reduziriam a emissão de gases e poluentes que estão abrindo buracos na camada de ozônio do planeta.”

Recentemente um grupo de cientistas britânicos visitou a Casa Branca para externar seus temores sobre o aquecimento global – parte de uma estratégia para conseguir que os EUA tratem do assunto com maior prioridade. Fontes disseram ao Observer que “funcionários norte-americanos pareciam extremamente melindrados ao ser confrontados com reclamações de que a posição oficial dos EUA de não priorizar essa questão com a urgência recomendável.”

Uma dessas fontes afirmou que “a Casa Branca havia reclamado de alguns comentários” atribuídos ao professor Sir David King – assessor científico de Tony Blair -, depois que este classificou a posição de Bush “como indefensável.” Para Sir John Houghton, antigo diretor do Meteorological Office, “essa reação da Casa Branca significa que a coisa é séria mesmo. Se o Pentágono emite esse tipo de mensagem, esse relatório é realmente muito importante”.

Entre os cientistas presentes na Casa Branca esteve o professor John Schellnhuber – ex-conselheiro-chefe sobre meio ambiente do governo alemão e líder do principal grupo de cientistas climáticos do Reino Unido no Tyndall Centre for Climate Research. Ele disse que “os temores internos do Pentágono serão decisivos para o governo americano reavaliar sua posição sobre a mudança climática.”

Bob Watson, cientista-chefe do Banco Mundial e antigo presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, acrescentou que “os avisos do Pentágono não podem ser mais ignorados.”

O Pentágono

O Pentágono não é um grupo liberal ou maluco, em geral é extremamente competente e conservador. Se a mudança climática for uma ameaça à segurança nacional e à economia, eles agirão. Na verdade, esse relatório é uma prova que o Pentágono já se prepara para guerras climáticas.

Segundo Randall e Schwartz, “…o planeta já tem uma população maior do que pode sustentar. Até 2020, faltas catastróficas de água e de energia vão se tornar cada vez mais difíceis de superar e causarão guerras ao redor do mundo.”

Randall disse ao The Observer que “…potenciais ramificações de rápidas mudanças climáticas poderiam criar o caos global. É uma ameaça à segurança que é única, porque não existe um inimigo para apontar armas e não temos nenhum controle sobre ela. Já poderia, inclusive, ser tarde para prevenir o desastre, pois que não sabemos exatamente em que ponto estamos no processo. Poderia começar amanhã e não saberíamos antes de cinco anos.”

Fonte

1. The Observer Magazine, Townsend, Mark and Harris, Paul. 22/02/2004. London

Complementos/Referências

{1} Parte desse relatório foi vazado por cientistas norte-americanos para colegas ingleses que por sua vez passaram para a revista The observer. “Nesta ação (vazamento de parte do relatório classificado como Secreto) nã há traídos nem traidores, pois o alvo dos desastres com o aquecimento global são todos os seres humanos que hoje vivem neste planeta”, ressaltou um cientista inglês.

{2} O fato de Marshall ter encomendado esse relatório pode ajudar Kerry Marshall, 82 anos, uma lenda viva do Pentágono que lidera o pouco conhecido think tank (Escritório de Avaliação Geral, também chamado por Yoda por conhecedores do Pentágono), dedicado a medir riscos à segurança norte-americana.

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