Conceituado jornalista inglês diz que o relatório goldstone foi “pré-fabricado”


By Jonny Paul*

Londres – O ex-editor do jornal Times e um dos jornalistas mais respeitadas do Reino Unido criticou esta semana a decisão do jurista Sul-africano Richard Goldstone por chefiar a missão da ONU missão sobre a Operação Chumbo Derretido.

Em artigo no The Guardian, Sir Harold Evans, ex-editor do Sunday Times e Times, condenou o relatório Goldstone, descrevendo-o como “pré-fabricado” e destinada a inocentar o agressor real, o Hamas.

Em artigo intitulado “A moral atrocity” (Uma atrocidade moral), ele disse que Goldstone foi “otário” em permitir que criminosos de guerra usasse seu nome  para transformar Israel em um pelourinho.

Evans disse ainda que, como judeu, Goldstone deveria ter recusado o cargo de líder da delegação.

“[Goldstone] disse que ‘como judeu foi surpreendido ao ser convidado.’ Ele não deveria ter sido, e nunca deveria ter aceite a liderança de uma comissão cujos termos de
referência foram previamente concebidos para desculpar o agressor, o Hamas, e punir o defensor, Israel “, disse Evans.

Criticando a decisão da Grã-Bretanha de se abters da votação no Conselho de Direitos Humanos da ONU que aprovou o relatório, Evans disse: “Agora temos o espetáculo repugnante da Grã-Bretanha em não apaiar Israel, a única democracia com um sistema judiciário independente em toda a região.”

Evans condenou a línguagem usada pela missão da ONU, que afirmava ser “…para investigar todas as violações da lei de direitos humanos internacionais e direito internacional humanitário realizados pela potência ocupante, Israel, contra o povo palestino em todo o território palestino ocupado, especialmente nos territórios ocupados da Faixa de Gaza, devido à corrente agressão”.

“Israel não é uma” potência ocupante” em Gaza, em qualquer fato ou de direito internacional,” escreveu. “Há quatro anos, Israel, voluntariamente retirou todos os seus soldados e todos os seus colonos de Gaza. Esse momento foi uma oportunidade maravilhosa de Gaza ser o alicerce de um Estado palestino, e para o Hamas fazer o que fizeram os israelenses – pegar um pedaço de terra e construir um Estado modelo. Mas eles não. Em vez de ajudar os palestinos desesperados, eles os conduziram a uma guerra religiosa.”

 

*Jonny Paul, correspondente do Jerusalém Post em Londres.

 

Fonte

1. Jornal Jerusalem Post

 

Nota

1. Copyright 1995- 2009 The Jerusalem Post

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