Fundador de HRW critica críticas à Israel


De JP*

O fundador da HRW – Human Rights Watch (GDH – Guarda dos Direitos Humanos) criticou a organização por “ajudar aqueles que desejam tornar Israel um Estado pária”.

Em um artigo de opinião do New York Times, Robert L. Bernstein, presidente da GDH – Guarda dos Direitos Humanos – entre 1978 à 1998, e agora seu presidente fundador emérito, escreveu que com freqüência crescente, o Cão de Guarda (HRW) põe de lado sua importante distinção entre as sociedades abertas e fechadas.

“Em nenhum lugar isso é mais evidente do que em seu trabalho no Oriente Médio”, disse ele. “A região é povoada por regimes autoritários, com terríveis registros de vialações aos direitos humanos. No entanto, em recente anos a Human Rights Watch tem escrito muito mais condenações à Israel por violações do direito internacional do que qualquer outro país da região”.

Ele disse que Israel possui pelo menos 80 organizações de direitos humanos, uma imprensa livre e vibrante, um governo democraticamente eleito, um Judiciário que freqüentemente aprova ações contra o governo, uma academia politicamente ativa, vários partidos políticos e jornalistas, provavelmente, mais per capita do que qualquer outro país no mundo.

Por outro lado, segundo ele, o regime iraniano, e a maioria dos regimes árabes, mantêm-se “brutais, fechados e autocráticos, permitindo pouca ou nenhuma dissidência interna.”

Ele disse que a divisão da Guarda dos Direitos Humanos do Oriente Médio poderia ser muito benéfica para os cidadãos daqueles países, mas eles continuam sendo ignorados. Em vez disso continuam “compilando relatório após relatório sobre Israel”.

Ele disse que o grupo tinha “perdido a perspectiva crítica sobre um conflito onde Israel tem sido repetidamente atacado pelo Hamas e Hezbollah – organizações que atacam cidadãos israelenses e usam seu próprio povo como escudos humanos.”

Bernstein salientou que esses grupos de terror foram apoiados pelo Irão – país que vem defendendo a aniquilação de Israel e dos judeus, e disse que tal incitamento ao genocídio é uma violação da Convenção sobre a Prevenção e Repressão ao Crime de Genocídio.

“Os líderes da Guarda dos Direitos Humanos sabem que o Hamas e o Hezbollah escolheram, deliberadamente, fazerem guerras em áreas densamente povoadas, transformando os bairros em campos de batalhas”, escreveu ele. “Eles sabem que Gaza e Líbano [Hamas e Hezbollah] estão sendo reabastecidos com mas armas e melhores armas, e estão prontas para atacar novamente. E eles sabem que essa militância continua a privar os palestinos de qualquer chance para uma vida pacífica e produtiva que merecem. No entanto, Israel, a vítima de agressão repetida, enfrenta a pior parte das críticas da Guarda dos Direitos Humanos.”

Publicado dias depois que o Conselho de Direitos Humanos aprovou o relatório da comissão Goldstone, acusando Israel de cometer crimes de guerra e possíveis crimes contra a humanidade durante a operação Chumbo Fundido no último inverno em Gaza. A peça de parecer [do relatório Goldstone] nomeadamente assinala que não havia nenhuma diferença entre erros cometidos em auto-defesa e os executadas intencionalmente.

“Em Gaza e em outros lugares onde não há nenhum acesso para o campo de batalha ou para os líderes políticos e militares que tomamm decisões estratégicas, é extremamente difícil juízos definitivos sobre crimes de guerra. Relatórios muitas vezes depende de testemunhas, cujas histórias não podem ser verificadas e que podem testemunhar por vantagens políticas ou porque medo de retaliações de seus próprios governantes”, concluiu Bernstein.

“Só retornando à sua missão original e regido pelo espírito de humildade de seus fundadores é que a Guarda dos Direitos Humanos pode ressuscitar como uma força moral no Oriente Médio e em todo o mundo. Se fracassar nessa missão, sua credibilidade será seriamente prejudicada e seu importante papel no mundo diminuirá significativamente.

 

Fonte & Direitos Autorais

1. Jornal Jerusalem Post20/10/09

 

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