Namoro – Real x Virtual


Por Drª Eliza Helena Ercolin*

Na adolescência, a maioria dos jovens inicia a sua vida amorosa; às vezes com facilidade, outras com sofrimento. Alguns por terem vários amigos, se enturmam com facilidade e o “ficar” e namorar aparece naturalmente. Conversar, passear, abraçar e beijar fazem parte de um processo normal de um conhecer o outro.

No entanto, há jovens mais tímidos e reservados, que quase não têm amigos e limitam-se a poucas atividades. O contato com o sexo oposto é desconhecido e chega a ser assustador. Ao mesmo tempo que aparece o desejo, aparece também o medo.

Há uma década atrás, pouca coisa poderia ser feita a não ser enfrentar o medo ou ficar solteiro. Atualmente pode-se vencer este obstáculo namorando virtualmente. O namoro virtual pode ser útil para aqueles que têm vergonha, receio ou falta de oportunidades, pois permite treinar habilidades para um relacionamento real no futuro.

Desenvolve-se e pratica-se a arte da paquera, aprende-se palavras, gostos e interesses do sexo oposto, ao mesmo tempo que ajuda-nos a desinibir e a nos soltar de uma maneira mais segura.

Até aí, tudo bem. O problema surge quando só se interessa e só sabe-se namorar virtualmente. Isto pode demonstrar uma dificuldade mais séria, um medo e incapacidade de enfrentar e conviver com o outro.

Este tipo de paquera virtual é muito limitado, pois não há contato visual, físico e principalmente, é possível não respeitar o outro ou simplesmente deletar por um pequeno detalhe que a outra parte nem ao menos imagina o que é. No namoro real, você aprende as sensações que decorrem do contato com as emoções e o corpo do outro, e o mais importante, aprende a respeitá-lo.

Um outro detalhe é que no namoro virtual você pode fingir ser quem quiser e o outro também, então, dificilmente você acaba sabendo se está agradando ou não. No namoro real, você se arrisca mais, porém, a vantagem é que o outro lhe dá dicas se você está agradando ou não.

Para aqueles que “travam” na hora de namorar de verdade, ou seja, no namoro real, a dica é conviver com várias pessoas do sexo oposto, nas mais variadas situações, pois a convivência lhe trará mais confiança.

* Drª Eliza Helena Ercolin, psicóloga brasileira, mestre em psicologia da saúde.

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