Estudo do Islã Político


Por Jamie Glasov*

      O entrevistado de hoje da Frontpage é Bill Warner, diretor do CEIP – Centro para Estudo do Islã Político (CSPI – Center for Study of Political Islam – em inglês). O objetivo da CSPI é ensinar a doutrina do islã político através de uma série de livros que produziu sobre esta questão. O senhor Warner não escreveu essa série de livros, mas atua como agente de um grupo de estudiosos que são os autores desses livros.

       FP – Bill Warner, bem-vindo à entrevista da Frontpage.

       Warner – obrigado Jamie por esta oportunidade.

      FP – Fale-nos um pouco sobre o Centro para Estudo do Islã Político.

      Warner – O Centro para Estudo do Islã Político é um grupo de estudiosos dedicados ao estudo científico dos textos fundamentais de islã: Alcorão, Sira (ou Sirat Nabawiyya é uma série de biografias de Maomé) e Hadith (tradições de Maomé). Há duas áreas para se estudar o islamismo, a sua doutrina e história, ou como vemos isto no CSPI – a teoria e seus resultados. Estudamos a história para ver os resultados práticos ou experimentais da doutrina.

      Ao que sabemos o CSPI é o primeiro grupo que usa a estatística para estudar a doutrina. Primeiro estudamos a língua árabe para depois realizarmos estudos científicos do Alcorão.Nesses estudos nossa primeira regra é que o Alcorão, a Sira e o Hadith devem ser tomados no conjunto. Chamamo-los a trilogia islâmica para acentuar a unidade dos textos.

      Nossos estudos mostram e comprovam que o dualismo é a base e a chave para a compreensão do islã. Tudo sobre o islã é dual, vem em dois, começando com a sua declaração fundamental: (1) não há nenhum Deus além de Alá e (2) Maomé é seu profeta. Por isso, o islã é Alá (Alcorão) e a Suna (palavras e feitos de Maomé encontrados na Sira e no Hadith).

      Muita tinta foi desperdiçada na tentativa de responder à pergunta “o que é o islã?  O islã é uma religião de paz? Ou o verdadeiro islã é uma ideologia radical? Um muçulmano moderado é um muçulmano verdadeiro?

      Isto lembra um cientista com os velhos argumentos sobre a luz. A luz é uma partícula ou é uma onda? Os argumentos foram e vieram. Por fim a mecânica quântica nos deu a resposta. A luz é dualística: dependendo das circunstâncias com que sua qualidade se manifesta ela é uma partícula e ao mesmo tempo uma onda. O islã funciona na mesma maneira.

      A nossa primeira pista sobre o dualismo do islamismo está no Alcorão, que na verdade são dois livros: o Alcorão da Meca (cedo) e o Alcorão da Medina (depois). O discernimento da lógica do Alcorão vem do grande números de contradições que possui. Na superfície, o islã resolve essas contradições por ordenações ‘de revogações’. Isto significa que o verso escrito depois substitui o verso anterior. No entanto, como o Alcorão é considerado pelos muçulmanos como a palavra perfeita do Alá, ambos os versos são sagrados, legitimos, verdadeiros e aplicáveis. O verso posterior é ‘melhor’, mas o verso anterior não pode estar errado já que Alá é perfeito. Isto é a fundação do dualismo. Ambos os versos ‘são perfeitos e estão certos’. Ambos os lados da contradição são verdadeiros na lógica dualística. São as circunstâncias que governam qual verso deve ser usado.

      Por exemplo:

      a) Alcorão da Meca – 73:10: “Escute o que eles [os incrédulos ou Não muçulmanos] dizem com paciência, e os abandonam com dignidade. Da tolerância nos movemos à última intolerância, até que os incrédulos estejam com o Senhor do Universo”.

      b) Alcorão da Medina – 8:12: “Então o Senhor falou aos Seus anjos e disse: Estarei com vocês. Darei forças aos que crêm. Enviarei terror aos corações dos incrédulos, cortarei suas cabeças e até as pontas dos seus dedos!”

      Toda lógica ocidental é baseada na lei universal da contradição: “se duas coisas se contradizem, logo em menor ou maior parte uma delas é falsa. No entanto, a lógica islâmica se contradiz a isto porque é dualística – duas coisas podem se contradizerem e ambas permaneceram verdadeiras!

      Nenhum sistema dualístico pode ser medido por uma única resposta. Isto é a razão pela qual os argumentos sobre o que constitui o ‘verdadeiro’ islã surgem e desaparecem rapidamente sem jamais responder a questão. Uma única resposta direita – por mais simples ou complexa que seja – simplesmente não existe em sistemas dualísticos.

      Os sistemas dualísticos só podem ser medidos pela estatística. É inútel argumentar que um lado do dualismo é verdadeiro e o outro é falso. Como uma analogia, a mecânica quântica sempre dá uma resposta estatística a todas as perguntas.

      Vejam um exemplo de como usar a estatística em uma pergunta: o que verdadeiramente é o jihad [guerra santa] dos muçulmanos, uma guerra interior no sentido de uma luta espiritual ou uma guerra visando expansão, conquista, domínio e/ou controle? Consultando o Bukhari (Hadith) obtemos a resposta rápida sobre esta questão: de todas as referências aos jihads escritos no Bukhari, 97% das vezes se refere simplesmente à guerra e 3% a uma luta espiritual. Portanto a resposta estatística á essa questão é que o jihad é guerra em 97% das vezes e luta interior em 3%. Ambos os lados da dualidade estão corretos e são aplicados conforme as circunstâncias, as motivações e autores das ações.

      FP – Por que, na sua opinião, há tanta ignorância sobre a história e doutrina do islã político no Ocidente?

      Warner – Primeiro porque nos deixam vêr como ignorantes a respeito da história do islã político. Quantos cristãos podem nos dizer como e por que a Turquia ou o Egito se tornaram islâmicos? O que aconteceu com as sete igrejas da Ásia mencionadas nas cartas de Paulo? Encontre um judeu que possa falar-lhe sobre a história judaica do dimitude – dhimmitude – cidadãos de segunda classe que servem e vivem sob a ‘sombra e proteção’ do islã. Que europeu sabe que as escravas mais caras em Meca foram mulheres brancas? Todo mundo sabe quantos judeus Hitler matou, mas tente encontrar alguém que possa dizer-lhe quantos morreram nos jihads dos muçulmanos nos últimos 1.400 anos.

      Somos ignorantes a respeito da doutrina do islã. Um agente do FBI recebe duas horas de treinamento sobre o islã e a maior parte dessa instrução é como não ofender um imã. Estamos lutando no Iraque, e quem utiliza a doutrina política e militar do islã para planejar estratégia? Quem pode encontrar um único padre, ministro ou mesmo rabino que leu o Alcorão, Sira e Hadith? Que governador, senador, congressistas ou líder militar demonstrou possuir conhecimentos sobre a doutrina do político? Tente encontrar algum curso disponível em qualquer colégio ocidental sobre doutrina política e ética islâmica. As pessoas graduadas são educadas na arte islâmica da arquitetura, poesia, sufismo e uma história gloriosa que ignora o sofrimento dos incrédulos inocentes. As pessoas graduadas lêem comentários sobre o Alcorão e Hadith, mas não lêem nada sobre sua doutrina real.

      FP – Então, por que esta ignorância?

      Warner – Vamos partir do começo. Quando o islã, pela força da espada, iniciou sua expansão a partir da Arábia. no momento de queda do mundo bizantino, os incrédulos registraram esses acontecimentos como invasões arábes. “A Europa Oriental foi invadida pelos turcos e a Espanha e Portugal pelos mouros”. Nossos intelectuais foram incapazes até mesmo de nomear os invasores!

      Maomé matou todos intelectuais e artistas que se opôs a ele. Foi também o medo que dirigiu a grande maioria dos meios de comunicações para não reimprimir as caricaturas de Maomé em 2005, numa campanha internacional do islã político sem nenhuma sensibilidade.

      O medo é uma base fabulosa da ignorância, mas não é o bastante para explicar tuda ignorância. Como explicar a aversão quase psicótica em conheçer o islã? Além do medo é o seu modo de realizações; por isto o islã político continua profundamente estranho para nós.

      Examinando a base ética da nossa civilização, concluímos que toda nossa política e ética – com as naturais exceções – é baseada na ética unitária que é melhor formulada pela Regra de Ouro: “Trate o próximo como gostaria de ser tratado”.

      A base desta regra é o reconhecimento que num primeiro nível temos os mesmos direitos e que ‘a igualdade é o alicerce do humanismo’. Sabemos que não somos todos iguais, qualquer jogo de esporte mostrará que não possuímos às mesmas capacidades. Mas todos desejam ser tratados como ser humano. Trabalhamos e desejamos ser iguais perante a lei e tratados com igualdade social. Criamos e estamos aperfeiçoando a democracia, banimos a escravidão, igualamos direitos de homens e mulheres, separamos a igreja do estado, tornamos a educação prioritária e mesmo obrigatória nos primeiros níveis… Enfim, essa Regra de Ouro é na verdade um conjunto de éticas que se intrelaçam e acabam se tornando unitária. Todos devem ser tratados da mesma forma. Todas as religiões têm alguma versão da Regra de Ouro, exceto islã.

      FP – Como o islã é diferente neste contexto?

      Warner – O termo ‘ser humano’ não possui nenhum significado no islamismo. Não há nada como ‘humanidade’ no islã, somente o eterno duelo entre o crente [o muçulmano] e incrédulo [o Não muçulmano]. Vejam às afirmações éticas encontradas no Hadith: “um muçulmano não deve mentir, enganar, matar ou roubar outros muçulmanos, mas pode mentir, enganar ou matar incrédulos…”

      Não há nada parecido com uma ‘afirmação universal de ética’ no islamismo. Os muçulmanos devem ser tratados de uma maneira e os incrédulos de outra. O islã mais ortodoxo vê qualquer afirmação universal de ética como a necessidade do mundo inteiro se submeter ao islamismo. Depois que Maomé se tornou profeta, ele nunca mais tratou incrédulos da mesma maneira como tratava muçulmanos. O islamismo simplesmente nega a verdade da Regra de Ouro.

      E a base do jihad é exatamente essa ética dualística. Seu sistema ético se baseia na crença de que o incrédulo seja menos do que um ser humano; por isso é fácil matar, prejudicar ou enganar incrédulos.

      Há outras culturas dualísticas. A KKK é um exemplo. No entanto a KKK possui um dualismo simplista. O membro da KKK sempre odeia negros; há uma só escolha. Isto é muito simples e fácil observar.

      O dualismo do islamismo é mais enganoso pois oferece aos seus seguidores duas escolhas de como tratar as questões expostas, especialmente a dos incrédulos. O incrédulo pode ser tratado agradavelmente, da mesma maneira como um agricultor trata bem o seu gado. Portanto o islamismo pode ser ‘agradável’, mas em nenhum caso o incrédulo é tratado ou mesmo visto como um verdadeiro amigo e muito menos como um irmão. Há no Alcorão aproximadamente 14 versos que são enfáticos quanto a isto: “o muçulmano jamais deve ser amigo de algum incrédulo; pode ser ‘amistoso,’ mas jamais um amigo verdadeiro e sincero”. Nisto concluímos que o grau ao qual um muçulmano é de fato um verdadeiro amigo é exatamente o grau no qual ele é ou não um verdadeiro muçulmano, mas um hipócrita.

      FP – Você mencionou como a lógica é outro ponto de profunda diferença. Poderia abordar esta questão?

      Warner – Repetindo. Toda ciência é baseada na lei da contradição. Se duas coisas se contradiz uma a outra, então pelo menos uma delas tem que ser falsa. Mas dentro da lógica islâmica, duas afirmações contraditórias podem ser ambas verdadeiras. O islã usa a lógica dualística e nós usamos a lógica unitária e científica.

      Como o islã possui ética e lógica dualísticas chega a ser natural que seja estranho para nós. Os muçulmanos pensam e possuem sensações diferente das nossas. Portanto a nossa aversão é baseada no medo e na rejeição da ética e lógica islâmica. Esta aversão faz com que evitemos aprender sobre o islã, e assim continuamos ignorantes a esse respeito.

      Outra parte dessa aversão é a constatação que não há nenhum verdadeiro acordo ou compromisso com a ética dualística. Não há um meio caminho, um lugar comum entre ética unitária e a ética dualística. Se você está tratando de negócios com alguém que é mentiroso e fraudulento, não há como evitar ser enganado. Não importa quão bom você seja a um vigarista, ele acabará tirando proveito de você. A ética dualística simplesmente não honra nenhum compromisso – isto é inerente à sua própria cerne. Em resumo, na política islâmica, a ética e a lógica não podem ser parte da nossa civilização. O islã não assimila, o islã domina.  Mesmo a longuíssimo prazo não há nenhuma obtenção com o islã. Suas exigências jamais acabam e essas devem, necessariamente, ser encontradas em termos islâmico: submissão.

      A última razão da nossa aversão à história do islã político é a nossa vergonha. O islã escravizou mais de um milhão de europeus. Como os muçulmanos não podem ser escravizados, foi uma cristã branca que se tornou escrava sexual do sultão turco. Esses são fatos que não queremos enfrentar.

      Os judeus não querem reconhecer a história do islã político, porque eles foram dhimmis, cidadãos de segunda classe ou semi-escravos, assim como os cristãos que viveram e vivem sob seus domínios. Os judeus gostam de relembrar de como eles foram os conselheiros e médicos de muçulmanos poderosos, mas independente do que esses judeus fizeram ou a posição que possuiam, eles continuaram sendo dhimmis. Não há nenhum parâmetro entre ser igual e ser um dhimmi.

      Por que deveria um hindu querer relembrar a vergonha da escravidão e da destruição de seus templos e cidades? Depois que construtores hindus concluíram o Taj Mahal, o soberano muçulmano ordenou que a mão direita dos trabalhadores fossem cortadas para que nada mais belo podesse ser construído para alguém. A prática do ‘suttee‘, onde a viúva se lança na pira funerária do marido, surgiu como resposta ao roubo e a brutalidade dos jihads islâmicos contra os antigos Hindustan.

      Os negros não querem enfrentar o fato que foi os muçulmanos que aprisionaram seus antepassados na África e os venderam como escravos aos brancos. O árabe é o verdadeiro mestre do africano. Os negros não podem aceitar o fato comum que compartilham com os brancos: tanto europeus como africanos foram escravos sob o islã. Os negros gostam de imaginar o islã como seu contrapeso ao poder branco, e não que tenha sido governado pelo islã durante 1400 anos.

      Lógica dualística. Éticas dualísticas. Medo. Vergonha. Não há compromissos, hã há confianças. Essas são as razões pelas quais muitos de nós não queira saber sobre história do islã político, sua doutrina ou sua ética.

      FP – Existe algo como islã apolítico?

      Warner – O islã apolítico é o islã religioso. O islã religioso é o que um muçulmano faz para evitar o inferno e ir para o paraíso. Esses são seus cinco pillares: “oração, caridade a muçulmanos, peregrinação a Meca, jejun e declarar ser Maomé o último profeta”.

      Mas a trilogia é clara sobre a doutrina. Pelo menos 75% da Sira (a vida de Maomé) são sobre os jihads. Aproximadamente 67% do Alcorão escrito em Meca é sobre incrédulos e/ou política. E 51% do Alcorão de Medina é dedicado aos incrédulos. Aproximadamente 20% de Hadith de Bukhari são sobre jihads e política. A religião é a menor parte dos principais textos islâmicos.

      A dualidade mais famosa do islã político é a divisão do mundo em dois: o mundo dos crentes – Dar al Islã – e o mundo dos incrédulos – Dar al Harb. A maior parte da trilogia relaciona-se ao tratamento que deve ser dado aos incrédulos – kafirs. No islã até o inferno é político. Há 146 referências ao inferno no Alcorão. Só 6% dessas referências afirmam que o inferno existe para corrigir defeitos morais, assassinatos, roubos, etc. Os demais 94% das razões do inferno existir é para o pecado intelectual de não concordar com Maomé – um crime político. Para essa maioria das razões o inferno islâmico é uma prisão política para aqueles que falam contra o islã.

      Maomé pregou sua religião durante 13 anos e conquistou somente 150 seguidores. Mas quando ele entrou nas arenas da política e da guerra, em 10 anos se tornou o principal soberano da Arábia – com a média de um evento violento a cada 7 semanas, durante 9 anos. Seu êxito não veio como líder religioso, mas como líder político.

      Em resumo, o islã político define como fazer negócios com os incrédulos e como esses devem ser tratados.

      FP – Você pode abordar, resumidamente, a história do islã político?

      Warner – A história do islã político começa com a migração de Maomé para Medina – Hégira. Daquele dia em diante a argumentação do islã sempre teria a opção dualística de juntar uma religião gloriosa ou ser o mecanismo de pressão política e da violência. Depois da migração à Medina, o islã se tornou violento quando a persuasão falhou. O jihad foi então introduzido no mundo.

      Após a morte de Maomé, Abu Bakr, o segundo califa, ajustou os argumentos teológicos para aqueles que desejaram deixar o islã com a ação política/militar da morte pela espada. O jihad de Umar (o segundo califa, uma espécie de rei-papa) explodiu no mundo dos incrédulos. Esse jihad destruíu o cristianismo no Oriente Médio e Norte da África. Em seguida o zoroastrismo foi varrido da Pérsia e o hinduísmo se tornou sua vítima mais próxima. A história do islã político é a destruição de cristandade no Oriente Médio, Egito, Turquia e Norte da África. Metade da cristandade dessa região desapareçeu. Antes do islã, o Norte da África fazia parte do Sul da Europa (parte do Império Romano). Aproximadamente 60 milhões de cristãos foram mortos durante as conquistas jihadistas.

      A metade da gloriosa civilização hindu foi aniquilada e 80 milhões de hindus assassinados.

      Os primeiros budistas Ocidentais foram gregos descendentes do exército de Alexander, o grande, que habitavam uma região em que é hoje o Afeganistão. Os jihads destruiu todo o budismo ao longo da via da seda. Aproximadamente 10 milhões budistas morreram. A conquista do budismo é o resultado prático do pacifismo.

      Os judeus permaneceram como dhimmis em todas as partes do islã.

      Na África mais de 120 milhões de cristãos e animistas morreram nos jihads nesses últimos 1.400 anos.

      Aproximadamente 270 milhões de descrentes morreram nos últimos 1.400 anos para honra do islã político. Essas são as lágrimas dos jihads que não são ensinadas em nenhuma escola.

      FP – Como nossos intelectuais responderam ao islã?

      Warner – A base do pensamento dos incrédulos desmoronou face ao pensamento, às éticas e à lógica políticas islâmicas. Já mencionamos como nossos primeiros intelectuais não poderam nem mesmo denominar os invasores como muçulmanos. Até o momento não possuímos nenhum método para análisar o islã. Não podemos chegar a um acordo sobre o que é o islã e não possuírmos nenhum conhecimento sobre nosso sofrimento como as vítimas dos jihads nesses últimos 1.400 anos.

      Vejam como os cristãos, judeus, negros, intelectuais e artistas trataram a doutrina e a história islâmicas. Em todos os casos suas idéias e ações primárias falham.

      Os cristãos acreditam que “o amor conquista tudo.” Bem, o amor não conquista o islã. Os cristãos vivem um tempo difícil vendo o islã como uma doutrina política, e não como uma religião. A natureza sectária do pensamento cristão significa que o cristão não-ortodoxo médio não tem nenhum conhecimento ou compaixão sobre o sofrimento de cristão ortodoxo.

      Os judeus têm uma teologia que coloca uma relação única entre judeus e o Deus-criador do universo. Mas o islã vê os judeus como macacos que corromperam o Velho Testamento. Os judeus não vêem nenhuma conexão entre a doutrina política do islã e o de Israel.

      Os intelectuais negros basearam suas idéias na posição escravo/vítima e como ‘os cristãos brancos foram maus quando lhes fizeram escravos’. O islã jamais reconheceu qualquer dor ou sofrimento que causou na África com seu comércio escravo nesses 1400 anos. Mas os negros não fazem nenhuma tentativa de serem desculpados pelos muçulmanos, preferem silenciarem-se na presença do islã. Por que? É porque os Árabes são seus mestres?

      O multiculturalismo falha na origem diante a exigência do islã de que todas civilizações deva submeter-se. A cultura da tolerância rui desastrosamente diante da intolerância ‘sagrada’ de éticas dualísticass. Os intelectuais respondem essa questão ignorando os fracassos.

      Nossos intelectuais e artistas foram abusados durante 1.400 anos. Certamente, a psicologia dos nossos intelectuais é exatamente como a psicologia da esposa abusada, da criança sexualmente abusada ou da vítima roubada. Observem os paralelos entre as respostas das vítimas de abuso e as dos nossos intelectuais. Vejam como a violência causou as negações.

      As vítimas negam que o abuso ocorra: Nossos meios de comunicações nunca informam a maioria dos jihads em volta o mundo. Nossos intelectuais não falam sobre como toda essa violência é conectada a uma doutrina política.

      O abusador usa o medo para controlar a vítima: Qual foi a razão para que milhares de jornais não publicassem as caricaturas de Maomé? Salman Rushdie ainda tem uma senteça de morte pelo seu livro – Versos Satânicos. Que artista ‘de ponta’ criar alguma obra de arte sobre o islã? O medo governa nossos intelectuais e artistas.

      As vítimas encontram maneiras para culpar-se: devemos nos responsabilizar pelos ataques de 11 de Setembro de 2001. Se tentarmos reagir, muçulmanos mais radicais atuarão com mais ousadia. Devemos acomodar suas necessidades.

      A vítima é humilhada: os brancos não falarão sobre como seus antepassados foram subjugados pelo islã. Ninguém deseja reivindicar as vítimas dos jihads. Por que não reividicamos o sofrimento dos nossos antepassados? Por que não gritamos sobre a perda de culturas e povos? Envergonhamo-nos demais para preocupar-nos.

      A vítima sente-se incapaz: “o que faremos? Não podemos matar 1.3 bilhão de pessoas.” Ninguém tem qualquer compreensão ou otimismo. Ninguém tem uma idéia do que fazer. O único plano deve ‘ser politicamente correto’.

      A vítima absorve a própria raiva: Qual é a questão mais polêmica e divisora de opiniões da atual política? O Iraque. E qual o real peso do Iraque nesse questão? Islã político. Há um vídeo na web sobre “como a CIA e Bush planejaram e executaram o 11 de Setembro”. A auto-repugnância cultural é a senha dos nossos intelectuais e artistas.

      Odiamo-nos porque somos mentalmente molestados e abusados. Nossos intelectuais e artistas respondem ao abuso das jihads como crianças quando são sexualmente abusadas ou vítimas de roubo que se calam. Estamos intelectualmente doentes e estamos falhando na avaliação clara e objetiva dessa questão. Não estamos conseguindo olhar nosso lado negativo.

      FP – Resuma por que é tão crucial para nós aprendermos a doutrina do islã político.

      Warner – A história nos comprova que o islã político aniquilou todas culturas que invadiu ou para qual migrou. O tempo para essa aniquilação é de séculos, mas como o islã é ascendente ele nunca falha. A cultura de anfitrião desaparece e extingue-se.

      Devemos aprender a doutrina do islã político para sobreviver. A doutrina islâmica é muito clara e nos mostra que todas as formas de força e persuasão podem, devem e são utilizadas para conquistar. O islã é um inimigo auto-declarado de todos os incrédulos. O ditado – “Conheça seu inimigo” – do brilhante filósofo de guerra, o chinês Sun Tsu, nos diz que “devemos saber a doutrina do nosso inimigo ou ser aniquilados”.

      Ou em outras palavras: se não aprendermos a doutrina do islã político nossa civilização será aniquilada assim como a civilização coptica do Egito foi.

      Os incrédulos devem saber a doutrina do islã político para sobreviver. Por isto o CSPI escreveu, em inglês simples, (versões em outros idiomas estão sendo realizadas) um série de livros sobre essa questão.  São livros escolares, fáceis de ler, a exemplo do Alcorão que pode ser lido e entendido por qualquer um que saiba ler. É uma tradução de alta qualidade, contendo todas mensagens do original.

      Além da linguagem simples usamos a lógica para classificar e categorizar os conteúdos. O contexto e a cronologia foram restauradas. O resultado é um Alcorão que é uma história épica que termina “no triunfo com a derrota de todos os inimigos de Alá”. Todos nossos livros e filosofia podem ser encontrados no nosso website.

      Os muçulmanos dizem que somos inimigos de Alá. Mas nós lhe dizemos: se não aprendemos a doutrina do islã político terminaremos como as primeiras vítimas do islamismo – os tolerantes árabes politeístas da antiga Arábia Saudita que cederam lugar aos Wahabbis (um ramo muito  conservador do islã) de hoje, a mais intolerante cultura politeísta da face da terra atualmente.

      FP – Bill Warner, obrigado por ter se juntado a nós hoje.

      Warner – Jamie, agradeça-lhe por sua bondade e esforços.

      * Jamie Glazov, diretor editorialista do Frontpage Magazine, Ph.D. em história, especializado em política externa americana e canadense. Editou e escreveu a introdução de Left Illusions, de David Horowitz. É co-editor (com David Horowitz) de The Hate America Left e autor da Canadian Policy Toward Khrushchev’s Soviet Union(McGill-Queens University, 2002) e de 15 Tips on How to be a Good Leftist.

      Fontes

      1.Frontpage Magazine

      2. Sociel Daily News – Islam: 270 Million Bodies in 1400 Years

      Notas

      1. Publicado em inglês no World Observatory, com autorização.

      2. Traduzido (livre) do inglês para português – por Frank Herles Matos – e publicado no World Observatory, com autorização.

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5 Responses to Estudo do Islã Político

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  5. Rone says:

    Apesar da censura ideologica dos socialistas e relativistas que classifica qualquer crítica ao islã como demonstração de islamofobia, racismo ou coisas do gênero, aos poucos os ocidentais vão conheçendo o islamismo mais a fundo, sem roupagens publicitários ou ideológicas.
    Parabéns pelo artigo

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