Viver mais e viver bem


Por Marcela R. S. Duarte Arisa*

Muito tem se falado sobre o aumento dos índices de envelhecimento da população mundial. Dados recentes dão conta de que as pessoas com mais de 65 anos, que eram 3% da população brasileira em 1970, corresponderão a cerca de 19% em 2050. Diante dessa nova realidade, é preciso pensar a respeito da qualidade do nosso envelhecimento e sobre o tipo de vida que estamos preparando para o futuro.

A prática do dia-a-dia revela que muitos idosos têm chegado à terceira idade incapacitados por doenças que na maioria das vezes poderiam ter sido evitadas. Segundo estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 60% dos agravos à saúde que ocorrem com a população devem-se à adoção de mau hábitos, falta de exercícios físicos, vícios e alimentação em excesso…

Isso reforça a idéia de que nossa saúde depende de escolhas essenciais que fazemos ao longo da vida, como não fumar, comer moderadamente, usar protetor solar e se exercitar de acordo com o recomendável para a faixa etária e para as condições físicas. A receita parece simples (e, inclusive, barata), mas por que não a seguimos?

Todos sabem os males que práticas como o tabagismo podem causar, mas poucos seguem a recomendação de abandonar o vício, mesmo com um risco claro e iminente de um problema sério de saúde, como um enfarto do coração ou diversos tipos de câncer. Há pessoas que acreditam no fator genético como garantia de um envelhecimento sadio, porém é preciso compreender que a genética pode ampliar as fronteiras da idade, mas não garante qualidade de vida.

Envelhecer bem é o prêmio de quem começa a se cuidar mais cedo e, para isso, temos à disposição diversas ferramentas. O desenvolvimento e o acesso à medicina preventiva, novos conhecimentos científicos, descobertas tecnológicas e o mais importante, nossa disposição pessoal, são algumas delas.

Não há uma receita para a conquista da saúde e do envelhecimento saudável, mas se posso dar um conselho a você, leitor, peço para que cuide de seus hábitos, descubra múltiplos interesses, leia, jogue xadrez, monte quebra-cabeças, cante, dance, fuja do estresse, seja feliz (não fique esperando um momento ou uma condição para a felicidade) e construa boas relações sociais. Essas pequenas ações podem ser sementes que darão frutos para uma vida longa e saudável.

*Marcela R. S. Duarte Arisa é coordenadora de enfermagem e medicina preventiva do grupo Medial Saúde.

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