Duas Histórias, Dois Destinos


Por Joana De Angelis *

“Julgamos a nós mesmos pelo que nós somos capazes de fazer, enquanto os outros nos julgam pelo que já fizemos…”

Primeira História

Um garoto foi levado ao hospital após ter sido atropelado. O motorista que o socorreu, ao ser interpelado para efetuar o depósito necessário ao atendimento {1}, informou que não possuía, naquele momento, dinheiro, cheque ou cartão de crédito para efetuar o pagamento, mas certamente, se o hospital aceitasse, poderia efetuar o depósito na primeira oportunidade.

O atendente tinha ordens para não liberar atendimentos sem pagamentos ou garantias de pagamentos. Porém, naquele dia, como um dos diretores do hospital – que também era médico -, estava de plantão, resolveu consulta-lo.

Mais interessado no programa de televisão que assistia o diretor não liberou o atendimento em virtude da falta de dinheiro e garantias.

Sem assistência, a criança atropelada faleceu…

O diretor foi então chamado para assinar o atestado de óbito do garoto. Ao chegar para o exame cadavérico, constatou que o garoto atropelado era seu filho, que poderia ter sido salvo, se tivesse recebido atendimento…

Segunda História

Antônio, um pai de família, um certo dia, quando voltava do trabalho, dirigindo num trânsito bastante movimentado, deparou-se com um senhor que dirigia apressadamente. Vinha cortando todo o mundo e, quando se aproximou do carro de Antônio, deu-lhe uma brusca fechada, já que precisava atravessar para a outra pista. Naquela hora, a vontade de Antônio foi de xingá-lo e impedir sua passagem, mas logo pensou:

– Coitado! Se ele está tão nervoso e apressado assim… Vai ver que está com um problema sério e precisando chegar logo ao seu destino. Pensando assim, diminuiu a velocidade e o deixou passar…

Chegando em casa, Antônio recebeu a notícia de que seu filho de três anos havia sofrido um grave acidente e fora levado ao hospital pela sua esposa. Imediatamente seguiu para lá e, quando chegou, sua esposa veio ao seu encontro e o tranquilizou dizendo:

– Graças a Deus está tudo bem, o médico chegou a tempo para socorrer nosso filho. Ele já está fora de perigo. Antônio, aliviado, pediu que sua esposa o levasse até o médico para lhe agradecer.

Quando viu o médico seu coração quase parou: era exatamente aquela mesma pessoa apressada para o qual ele havia dado passagem!

Moral das histórias

Esteja sempre alerta para ajudar o próximo, independentemente de sua aparência ou condição financeira. Procure ver as pessoas além das aparências. Saiba que por trás de uma atitude, de uma ação… existe uma história, um motivo que leva uma pessoa a agir de determinada forma.

Nota

{1} Infelizmente, em diversos países do terceiro mundo, chega a ser comum hospitais particulares só atenderem pacientes – mesmo em casos de extrema emergência – após ter recebidos depósitos ou garantias de pagamentos pelos serviços que serão realizados. Muitos morrem nas portas dos hospitais!

* Joana De Angelis, espírito.

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