Temos o nosso Mussolini. Aleluia!


Por Rivalmir F. A. Pereira *

De palanque em palanque, o nosso guia assume a pose majestática e arrogante, que cunhou na História, a patética figura do “Duce”.

A imagem pode não ser perfeita, mas… Inclusive, temos também o nosso Hitler bolivariano, por quem o metalúrgico tem nítido respeito/medo, senão declarada admiração.

Língua afiada, mesmo que para dizer asnices, que uma plebe ignara aplaude com fervor, o apedeuta, pouco a pouco, atinge o orgasmo populista, ao vociferar contra gregos e troianos, que ousem colocar-se contra os seus interesses.

Nosso guru, diria o filósofo, ultimamente, tem atingido o nirvana, estado inebriado de pleno gozo físico e mental, que somente os “sem papas na língua” atingem.

Ameaças e impropérios abundam na lógica lulista, e não é para menos, nunca dantes na história deste País, de forma tão descarada, a máxima de que “os fins justificam os meios” foi mais aplicada. As arrecadações mensais recordes de impostos permitem sua copiosa distribuição entre apaniguados, o constante fluxo de caixa para pagamentos de licitações fajutas ou dirigidas, e uma substancial cota para suprir vários tipos de Bolsas, com a possibilidade esperta, de serem criadas muitas outras, abarcando na pobreza, quantos nichos forem necessários.

Na certeza da impunidade, ao arrepio de uma oposição ridícula e facilmente negociável, na crença de que a venda nos olhos da justiça é apenas uma metáfora, e na convicção de que a Nacional, só verá o que lhe interessa, o governo lula vai atropelando.

Não importa que o dito seja alcunhado de “metamorfose ambulante”, e a cada novo dia a transformação ecloda patrocinando um gigantesco espetáculo pirotécnico, o Zé Povinho, nem sabe o que é isto, e muito menos tem condições para avaliar o significado do infausto fenômeno.

A cada novo dia, mais destempero, mais empáfia (nunca na história deste País…), mais confiança (aprovação da contribuição obrigatória para os sindicatos), mais atrevimentos (a Dilma vem aí, acautelem-se. Felizmente, parece que aqueles que a amedalharam pelos bons serviços ao Exército Brasileiro, poderão escapar. Isto, realmente, é pensar no futuro), mais astúcia (a recente liberação de recursos para as prefeituras, sob a capa do PAC, o que aumentará substancialmente as bases municipais do PT), mais cara de pau (abertura e difusão dos gastos do FHC e consorte, quando no nobre desempenho da função presidencial), mais correligionários fanatizados (Previdência para os invasores de terras), mais indenizações para os perseguidos políticos, mais mosquitos da dengue, mais corruptos, mais crimes, mais impunidade, mais invasões de terra, mais…

E nós, revolucionários, ou contra-revolucionários, acreditando em Papai Noel, a cada dia temos menos Brasil, menos soberania, menos democracia, menos salário, menos Amazônia, menos território nacional, menos justiça, menos Forças Armadas, menos…

Ai dos vencidos! Principalmente, se perderem a dignidade para reagir.

Por derradeiro, como diria com propriedade o meu amigo S, uma breve conclamação aos Soldados Desconhecidos (?): Rufem os tambores!

Comemorem, com pompa e circunstância, o Aniversário da Contra-Revolução de 31 de Março de 1964!

Encham-se de brios, ergam a cabeça!

Nada temam, e tenham para sempre o respeito e a admiração de todos nós!

* Rivalmir Fonseca Azevedo Pereira, General de Brigada do Exército – da reserva.

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One Response to Temos o nosso Mussolini. Aleluia!

  1. Leonidas says:

    Excelente o artigo do ilustre GBE Rivalmir F. A. Pereira. Em poucas palavras sintetizou o que boa parte dos brasileiros pensa.
    Tenho duas condiderações a fazer:

    I) Dilma não virá. O que o Apedeuta está fazendo é lançar nomes que “não pegarão” até que seus apaniguados concluam que somente um 3º mandato garantirá a continuidade de suas mamatas. E dá-lhe bolsa-esmola, bolsa isso, bolsa aquilo, para garantir a eleição. Quanto à mudança na Constituição Federal visando o 3º mandato será facílima, considerando nossa classe política – interessada em seus próprios benefícios – e a oposição incompetente.
    II)Quanto à segunda consideração: o nome Mussolini me evoca aquela cena, numa praça pública em Milão, ao final da II Guerra Mundial, dos corpos sem vida de Il Duce e sua amante Clara Petacci pendurados de cabeça para baixo e execrados pelas pessoas.

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