De Terrorista da OLP a Cristão Sionista


Por Joanna Wurmann *

Um palestino sionista? Por mais rara ou descabida que soe a frase, esta é a melhor definição que poderia ser feita de Walis Shoebat. Atualmente, este árabe nascido em Beit Sahour, nas redondezas de Belém, no ano de 1960, corre o mundo defendendo Israel e sonhando em voltar a Jerusalém para estabelecer um programa que permita salvar as mentes dos jovens que iguais a ele, foram doutrinados com o ódio aos judeus.

Nos anos setenta, o sonho de Walid era morrer como “shahid” (mártir). Desde tenra idade, sua educação se centrou na filosofia da “Jihad” ou “guerra santa”. Inclusive no colégio cristão, que frequentou até a 5ª série, lhe foi ensinado que os judeus eram usurpadores, ladrões e gente que somente se poderia odiar. Os anos seguintes, na escola muçulmana, serviram para aprender que quem seguia o judaísmo eram descendentes dos porcos e macacos. Lá, ele foi doutrinado a alcançar o “paraíso” através da morte pessoal e da matança de infiéis.

Por isso, desde os oito anos, Walid se envolveu em manifestações e revoltas contra Israel, lançou pedras em quem rezava no Kotel (Muro das Lamentações) e inclusive quase matou um soldado a golpes, sempre esperando a bala israelense que lhe abriria as portas do “paraíso”. Suas motivações não eram nacionalistas e nem pela autodeterminação de seu povo, mas sim pelos preceitos religiosos que o mantinham firme a estas convicções. “Me ensinaram que morrer matando um judeu aliviaria a ira de Alá por meus pecados e me asseguraria um bom lugar no céu, com belas mulheres de grandes olhos que cumpririam meus mais íntimos desejos. Assim, se queria ganhar isso, o terror era o único caminho”, comenta o palestino.

Aos 15 anos, já havia estado preso na prisão de Jerusalém por participar em revoltas contra Israel. Entre as grades, foi recrutado pela OLP, que o treinou na arte do terrorismo. Aos 16, trabalhando com aqueles que preparavam bombas para a Fatah, foi eleito para atentar contra a sede do Banco Leumí em Belém, em um incidente que quase o converteu em um suicida involuntário.

Mas seus pais tinham em mente outro futuro para seu filho, que, ao graduar-se, foi enviado ao Loop College na Califórnia. No entanto, uma vez nos Estados Unidos, seu ativismo continuou. Walid juntava dinheiro e recrutava novos membros, alguns dos quais eram enviados a lutar no Líbano.

“Com Hitler como meu herói e Maomé como meu profeta, eu vivia a vida sem nenhuma consideração com os judeus, cristãos ou qualquer um que não fosse muçulmano. Acreditava que o mundo estava em dívida com os palestinos por suas perdas em batalhas contra Israel e que um dia o mundo cederia ante o Islã. Também pensava que os judeus eram assassinos de profetas e que haviam corrompido as Escrituras para servir seus malvados deuses. Isto é o que os muçulmanos ensinam e o que os cristãos palestinos também apoiam. Nunca me ensinaram a história dos judeus nem sua conexão com a terra”, assegurou Walid em uma de suas conferências.

Seu ódio para com os judeus continuou até que, em 1993, se casou com uma mulher católica. Em sua tentativa de convertê-la ao Islã, ambos se enfrentaram em uma disputa que mudaria a vida de Walid. Sua mulher o desafiou a encontrar, na Bíblia, os erros que o denunciava. Durante seis meses, o palestino estudou e comparou cada pedaço do texto na busca de provas da corrupção e da ilegitimidade das reclamações dos judeus. Para sua surpresa, encontrou no Tanach (Antigo Testamento) compaixão, bondade, liberdade e paz. Finalmente, o ex-muçulmano abandonou seu ódio, convertendo-se ao cristianismo e em um sionista convicto. “Hoje em dia, amo o hebraico, os judeus e Israel e lutarei por seu direito a existir até que não me reste um hálito de vida”.

Mas na nova vida de Shoebat nem tudo tem sido um mar de rosas. Até hoje, seu pai o telefona para amedrontar-lhe. “Meu irmão me odeia e me ameaçou de morte, minha própria família roubou minhas terras. Se volto a Jericó meu futuro está claro: Serei linchado como os soldados judeus em Ramallah”, comenta Wallid.

Ainda assim, ele segue adiante com sua missão, convencido que a verdadeira “ocupação” dos palestinos é mental e se baseia no ódio que um sistema educativo-religioso lhes injeta desde a mais tenra idade. “Torço para que Israel siga nos territórios, pois é a única forma de haver paz; e para que os palestinos mudem esta sociedade fundada no ódio”.

Tanto nos Estados Unidos, como no Canadá e Israel, a história de Walid comoveu a opinião pública. No meu caso, só me resta sonhar com o impacto que teria no Chile a visita deste ex-OLP. Como eu gostaria de vê-lo de frente com Chahuan, Jadue ou Nancy Lolas!!!….

“Os judeus não falam tanto quanto deveriam, assim que eu faço isso por eles”, disse Shoebat. “Se nós, os sionistas, nos levantarmos, então prevaleceremos. Estou seguro que triunfaremos”.

* Joanna Wurmann, cristã e sionista chilena.

Nota

Tradução de Henry Gotlieb

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One Response to De Terrorista da OLP a Cristão Sionista

  1. Eduardo Silva says:

    Vou orar por esse homem. Se libertou das algemas do islamismo e deseja ascender uma luz no fim do túnel para que outros árabes possam começar a compreender que o verdadeiro Deus é o Deus de Israel, e é através de Seu filho Jesus que qualquer ser humano pode chegar até Ele e, a partir daí, com orações, boas palavras e ações, seguindo os mandamentos de Deus, conseguir salvação. Aleluia

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