“Tivemos bem perto de terceira Guerra mundial”


Por James Forsyth e Douglas Davis

Em 6 de Setembro, quando Israel atingiu uma instalação nuclear na Síria.

Uma operação cirúrgica, meticulosamente planejada e brilhantemente executadas por jatos israelenses sobre uma instalação nuclear na Síria, em 6 de Setembro de 2007, pode ter salvado o mundo de uma devastadora Ameaça. O único problema é que ninguém fora do fechado grupo de militares israelenses e norte-americanos sabem exatamente qual era a “grande ameaça envolvida”.

Curioso também é o fato que a destruição das instalações nucleares da Síria pela IDF – Israel Defense Force -, em vez de iniciar uma nova guerra entre sírios e israelenses, ambas as partes decidiram pôr uma tampa sobre o assunto. Um mês após o evento, a ausência de qualquer informação quente conduz inexoravelmente à conclusão de que as suas implicações devem ter sido enormes.

Isso foi confirmado para a Espectator por altas fontes do ministério britânico: “Se as pessoas tivessem conhecido esse fato haveria pânico e possivelmente uma terceira grande guerra”. Gordon realmente estaria tratando do livro sangrento do revelação e do armageddon.

De acordo com fontes americanas, a inteligência israelense monitorava um navio norte-coreano que transportava uma carga de material nuclear rotulado como “cimento”, que viajou por metade do mundo. Em 3 de Setembro, o navio ancorou no porto de Tartous, Sírio. Os israelenses continuavam observando e acompanhando toda a operação até o destino final da mercadoria – pequena cidade de Dayr az Zawr, perto da fronteira turca, no nordeste da Síria.

O destino não foi uma completa surpresa. Ela já havia sido alvo de intensa vigilância por um satélite espião israelense Ofek. Poucas horas depois um comando de elite israelense, usando uniformes do exército sírio, já estavam na cidade, onde recolheram amostras do solo e outros materiais que foram imediatamente enviados à Israel para serem analisados, que acabou confirmando que a carga era realmente material nuclear.

Três dias depois da chegada da remessa norte-coreana à Dayr az Zawr, a fase final a Operação Orchard foi lançado. Com a prévia aprovação de Washington, caças israelenses F151, com apoio terrestre de comandos da Sayeret Matkal (tropa de elite de Israel) que bloquearam por completo os modernos equipamentos de defesa aérea da Síria, comprados da Rússia -, destruíram as instalações e os recém-chegados conteúdos.

A Orchard, classificada pelo jornal Sunday Times de operação cinematográfica, além de ter sido muito bem planejada foi conduzida em completo segredo, ao ponto que os pilotos que executaram a missão só foram informados do alvo quando estavam em pleno vôo.

O que muitos especulam hoje é o que teria levado os israelenses, não só com aprovação como elogios do governo americano, a executar um ataque que poderia facilmente ter provocado um guerra regional? Não poderia ter sido transferências de armas químicas ou biológicas, pois a Síria já é conhecida por possuir o maior estoque dessas armas na região. Também não podia ter sido entrega de sistemas de mísseis, a Síria havia adquiridas anteriormente quantidades substanciais de misseis da Coréia do Norte. A única explicação possível é que a remessa realmente era nuclear.

A escala da ameaça potencial – e dos métodos de inteligência que foram usados para acompanhar a transferência – explicar a densa névoa de sigilo oficial do evento.

Até agora não há informações oficiais,nem mesmo indícios de qualquer pessoa que tenha participado dessa operação, seja na preparação, análise, decisões e de execução. Mesmo quando israelenses dizem simplesmente “sem comentários”, é algo fora do normal, tendo em vista operações militares “secretas” que anteriormente foram tornadas públicas. O segredo é, em si mesmo significativo.

Israel é um país muito pequeno, com um povo muito bem informado e que adora continuar bem informado. A mídia israelense e robusta e muitos de seus políticos demasiadamente liberais para permitir que fatos de interesse do país e seus habitantes permaneçam em segredo por muito tempo. Em outros casos, mesmo diante da censura governamental relativo à determinadas questões militares e de segurança, jornalistas israelenses acabaram encontrado maneiras de publicar e, se necessário, ser condenado.

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