Fatores que determinam o ritmo de aprendizado


Por Frank Herles Matos

Biológicos

Cerebelo, cérebro (ver lateralização do cérebro) e os aparelhos auditivo e articulatório (cordas vocais, cavidades bucal e nasal, língua, lábios e dentes) devem ser e estar funcionando adequadamente.

Existe  uma  idade  crítica  (12 a 14 anos),  a  partir da qual o ser humano gradativamente perde a capacidade de assimilar línguas ao nível de língua mãe – essa perda é mais perceptível na pronúncia. Até a idade crítica,  a  criança  que  tiver  contato suficiente com o idioma, o assimilará de forma tão completa quanto a língua mãe.

Parapsicológicos

O Cerebelo e cérebro são fisicamente conhecidas pela ciência, podendo serem vistos, tocados e manipulados. Porém, são apenas pontes para estruturas bem mais complexas e ate hoje, ainda pouco conhecidas pela ciência: mente, karma, mundos paralelos (ver o homem e os 4 mundos)…

Como essas complexas e desconhecidas estruturas não podem serem provadas ou desaprovadas por métodos experimentais, a ciência ortodoxa prefere desconsiderá-las! Entretanto, ramos da parapsicologia afirmam que esse fator também infuênciam e em muitos casos determinam níveis e ritmos de qualquer aprendizado humano. Como disse Shakespeare (1564-1616) “Entre o céu e a terra há muito mais coisas do que a vã filosofia humana pode imaginar”.

Psicológicos

Aspectos efetivos e educacionais na infância e adolescência constroem a personalidade humana – tão variáveis e distintas como impressões digitais.  Após formada (“embora possa ser lapidada, aperfeiçoada em qualquer fase da vida”) a personalidade modula pensamentos, comportamentos e atos que podem facilitar ou retardar aprendizados.

Níveis de comunicação e de orgulho, perfeccionistas ou não, universalismo ou provincialismo e outros normalmente são de origem psicológica.

Ambiente e o imput lingüístico

Migrantes e imigrantes que por opção ou necessidade moram no exterior estão expostos diariamente a um ambiente e imput lingüístico que facilitam enormemente o aprendizado do idioma do país que agora residem.

Mesmo nesses ambientes de imput, a assimilação do novo idioma continua sendo pessoal.

Fatores Cognitivos

Formação da matriz fonológica – “O adulto monolíngüe, por já possuir uma matriz fonológica sedimentada, se caracteriza por uma sensibilidade auditiva amortecida, treinada a perceber e produzir apenas os fonemas do sistema de sua língua materna. A criança, por sua vez, ainda no início de seu desenvolvimento cognitivo, mantém a habilidade de expandir sua matriz fonológica, podendo adquirir um sistema enriquecido por fonemas de línguas estrangeiras com as quais tiver em Contato.”

Fatores Externos

1. Memória: A capacidade de memorização – de origem parapsicológica, biológica e psicológica – é fator chave no ritmo e grau de qualquer aprendizado.

Capacidade de memorização não está necessariamente relacionado à respectivos níveis de inteligências. A ciência hoje nos comprova que “todos seres humanos são criaturas inteligentes, que desejos e objetivos pessoais direcionam a memorização de conteúdos de forma individual, formando tipos distintos de inteligências.”

“Pesquisas sobre fixação e retenção de lembranças determinam que gravamos melhor as experiências que nos concernem diretamente, que temos interesse ou necessidade de aprender; e esquecemo-nos com facilidade o que é neutro, mal estruturado ou pouco significativo.”

Assim como a química é melhor aprendida em laboratório do que na sala de aula, assim também as formas (palavras, expressões) da língua estrangeira ficarão mais facilmente retidas na memória se aprendidas em situações reais de comunicação, em vez de aprendidas num ambiente descontextualizado de uma sala de aula”.

2. Semelhanças de idiomas: A semelhança da língua mãe com a língua alvo ajuda bastante no aprendizado. Observem a facilidade como que alemães, holandeses, dinamarqueses e suecos aprendem inglês; como brasileiros e portugueses aprendem o espanhol, ou como os italianos e franceses e espanhóis aprendem o português.

3. Mono e Bilíngüe: É obvio que quem só fala um idioma depende exclusivamente dele para estruturar seus pensamentos, idéias, projetos e ações. Essa dependência vai sendo sedimentada com os anos, e quanto mais velha for uma pessoa monolíngue, mais sedimentada estará esta dependência do seu idioma mãe.

Assim como uma árvore que cresce com ramificações de novos galhos, as conexões cerebrais humana se expande ao receber e reter novas informações, novos conhecimentos, novas habilidades. Daí a importância de colocarmos as crianças em contato com outro idioma a partir do primeiro ano de vida. Isto funciona não somente como em poderoso exercício de alargamento das perspectivas e versatilidades mentais como é um enorme impulso na graduação da inteligência.

4. Comodismo: O expressivo número de imigrantes que residem hoje nos Estados Unidos e possuem o mesmo idioma mãe (a exemplo do espanhol e português), gera um comodismo que faz com que muitas pessoas ainda não fale inglês, mesmo estando morando aqui a mais de 10 anos!

Também é comum encontramos imigrantes que falam inglês fluentemente, mas como aprenderam de ouvido e nunca freqüentaram escola especializada, não sabem ler nem escrever nessa segunda língua.

Respeitarmos a todos e endossamos a importância e méritos do aprendizado de ouvido, mas não ler, escrever e especialmente não falar o idioma do país que agora vivem é contribuir com a pobreza, pois limita as perspectivas de sucesso profissional, pessoal e familiar de milhares – talvez milhões – de pessoas.

Conclusão

Mesmo com a aquisição (ouvido) superando a leitura (sala de aula) no aprendizado de idiomas é extremamente importante a presença na sala de aula, onde através de programas e métodos a pessoa se intera e se aprofunda na estrutura gramatical do idioma alvo. É somente com base na estrutura gramatical que se corrige vícios de linguagem e se é alfabetizado no idioma desejado. Para os imigrantes que falam o inglês, mas ainda não sabem ler e escrever neste idioma, ir para sala de aula é a diferença entre continuar ou deixar de ser analfabeto.

Professores de idiomas, mesmo seguindo bons programas, serão mais eficazes quando estimulam a motivação e criatividade pessoal (ver lateralização do Cérebro), oferecem autêntico ambiente de imput e criam clima de responsabilidade descontraída. E serão menos eficazes quando nivelarem todos num mesmo patamar, em idêntico ritmo de ensino/aprendizado, sem considerar fatores, atitudes e inteligências individuais.

É imperioso que cada estudante construa seu desenvolvimento de acordo com sua capacidade, motivação e disponibilidade. Para isto é fundamental “que o professor saiba explorar a capacidade dos mais rápidos ao mesmo tempo que respeite o ritmo de assimilação dos mais lentos.”

Os fatores abordados resumidamente neste artigo geram conseqüências (ver Atitudes que determinam o ritmo de aprendizado de idiomas) no nível e o ritmo de aprendizados.

Fontes

01. Krashen, Stephen – Hipótese learning/acquisition

02. Schütz, Ricardo – O que é talento para línguas (abril de 2003) – www.englishmadeinbrazil

03. Editora e Livraria Sêfer –  Hebraico Fácil (curso audiovisual), 2001, Brasil.

04. Hermann, Walther – Domesticando o Dragão.

05. Almeida, Rubens Queiroz de – As palavras mais comuns da língua inglesa.

06. Martins Fontes Editora – Coleção Langenscheidt, Guia de Conversação (Alemão).

07. Vilela, Antônio C. e Hehimes, Mônica G.  – Michaelis Tour Inglês, Editora Melhoramentos.

08. Hermann, Walther – O Salto Descontínuo.

09. Serbaro, Márcia L.P.S. – O Aprendizado de Idiomas – Princípios Aplicados pela Neurolingüística.

10. Grinder, John e Bandler, Ricard – Sapos em Príncipes: Programação Neurolinguistica.

11. Bandler, Ricard e Grinder, John  – Atravessando: Passagens em psicoterapia.

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