Características do bom estudante de idiomas


Por Frank Herles Matos

Mesmo se possui alguns fatores e atitudes (ver fatores e atitudes que determinam o ritmo de aprendizado de idiomas) que podem retardar aprendizados você pode se tornar um(a) bom(a) estudante de idiomas! Para isto basta seu sincero e profundo desejo em aprender: isto eliminará (ou bloqueará) atitudes e aliviará fatores que dificultam aprendizados.

Ao longo da história de aprendizado de idiomas, professores(as) e educadores(as) têm observado e registrado algumas características pessoais que facilitam e, em muitos casos, aceleram o aprendizado de idiomas. Avalie-os e, se possível, se esforce para aplicá-las em você mesmo.

01. Consciência: Se conscientize que idiomas são basicamente fenômenos orais; em conseqüência, os ouvidos são mais importantes do que os olhos no aprendizado.

02. Autoconfiança: Não se torne uma pessoa narcizista, mas se ame. Jamais se imagine incapaz de aprender o que seja; se esforce e persista constantemente para se comunicar, aprender novas palavras, absorver regras gramaticais, praticar leitura e interpretação e exercitar redação do idioma que está aprendendo. Tudo isto sem receios de cometer erros que inevitavelmente ocorrerão nos 3 primeiros anos de estudos.

03. Autotolerância: Especialmente nos 3 primeiros anos de estudos, não se preocupe muito com o que outros possam pensar dos erros de pronúncias e irregularidades gramaticais que inevitavelmente cometerá. O importante é que se esforce constantemente para detectar, compreender e corrigir esses erros, com ajuda de professor(a) ou pessoa nativa que fala o idioma que está aprendendo.

04. Perseverança: Não desanime, insista no seu desejo de aprender, continue estudando e praticando o máximo que puder a língua que está aprendendo, sem jamais estabelecer resultados imediatos para você mesmo.

05. Intuição: Ouça sua voz interior. Em muitos casos a intuição humano supera a dedução lógica. Em aprendizado de idiomas, se usarmos somente a razão numa tradução (mental ou escrita), sem consideramos sentidos, contextos e objetivos dos conteúdos, obteremos frases distorcidas e na maioria das vezes fora da realidade do enfoque original.

06. Curiosidade: Sem se tornar intrometido(a), não perca oportunidades para fazer perguntas a nativos, professores(as) e/ou pessoas que falam bem o idioma que está estudando, seja sobre significados de novas palavras, pronúncias e detalhes de regras gramaticais.

07. Treino de pronúncia: Ouvindo professores(as), colegas e/ou nativos falando, assistindo filmes, tv e/ou ouvindo músicas no idioma que está aprendendo, se esforce para reproduzir palavras (e frases em estágios posteriores) da melhor forma que puder.

08. Aprenda se divertindo: Assista filmes, peças teatrais e operas; ouça músicas e navegue pela internet participando de chats no idioma que está aprendendo.

09. Cultura: Sem abandonar sua cultura mãe, pesquise culturas (cinema, música, livros, dança, esportes e outros) de povos que falam a língua de está estudando, identifique alguns aspectos que goste e faça disto um dos seus assuntos preferidos. Isto lhe ajudará a entender e absorver detalhes lingüísticos que dificelmente receberia por outros meios.

10. Interpretação: Se esforce para compreender o significado das novas palavras pelo contexto da frase. Se pesquisa constantemente dicionários e programas de traduções, elimine esse vício agora, isto retarda sua capacidade de interpretação e reduz seu ritmo de aprendizado.

11. Prática constante A: Se reside em país que fala o idioma que está aprendendo, jamais perca oportunidades de falar com os nativos, praticar conversações, sem medo de errar ou parecer idiota.

12. Prática constante B: Se reside em país que não fala o idioma que está aprendendo, pratique exclusivamente a língua que está estudando a onde puder, seja em sala de aula, em grupo de amigos (que também estão estudando o mesmo idioma) e com quem mais for possível.

13. Prática constante C: Se estuda inglês em escola de país que não fala esse idioma, se comunique exclusivamente em inglês na sala de aula, com professores(as), colegas, secretárias e com quem mais for possível.

14. Participação: Se esforce para ser um protagonista e não um mero espectador, participe o máximo que poder de conversações no idioma que está aprendendo; se for de assuntos que não entenda, procure a oportunidade para iniciar conversa (de forma simpática e amigável) sobre tema que goste. Analise frases, pronúncias e aspectos gramaticais de seus interlocutores, aproveitando essas oportunidades para corrigir seus erros e compreender diferenças lingüísticas.

15. Teste seu aprendizado: Quando achar que já domina a língua que está estudando, vá a leilão (de preferência de produtos que goste) e participe como ouvinte. Acompanhe o que o leiloeiro anuncia e faça uma autoavaliação do seu nível de aprendizado. Esto é um exercício de dilatação neural que, se persistido, forçará seu cérebro a expandir as microredes neurais onde estão armazenadas as informações do idioma que está aprendendo, fazendo com que faça traduções/conversações cada vez mais rápidas e corretas.

Fontes

Shütz, Ricardo – O que é Talento para Línguas (2003) – www.englishmadeinbrazil.com

Pregali, Maria Tereza – Aula 3 – Tecnologia e aprendizado: alunos, professores e escola

Ferguson, Marilyn, O Emergente Paradigma do Ensino.

Gardner, Howard – Inteligências Múltiplas – A Teoria na Prática.

Vilela, Virgílio Vasconcelos – Estratégias para Enriquecer o Aprendizado

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