A violência política da Bíblia e do Alcorão


Por Bill Warner*

      Um dos argumentos mais utilizados na defesa do Islã é que a Bíblia é tão violento quanto o Alcorão. A lógica fabricada é: “Se a  Bíblia é tão violenta como o Alcorão, por que devemos nos preocupar com o Islã? Este argumento sugere que em termos de violência o Islã é semelhante ao cristianismo e ao judaísmo. Apesar de completamente falsa essa analogia se tornou popular em virtude da falta de conhecimento sobre a doutrina no Islã no Ocidente e as doutrinas judaicas e cristãns no mundo muçulmano. “Vejam, o Islã [1] é semelhante ao judaismo e o cristianismo [2], são tão violentos como os muçulmanos.”

      Esta analogia não é um argumento teológico, mas uma questão política. Não é sobre o que se passa nas casas de cultos, mas o que se passa no mercado de idéias.

      A única maneira de provar ou refutar essa comparação é medirmos as diferenças de violência política no Alcorão e na Bíblia. E é isto que vamos fazer neste artigo, fruto de longas pesquisas.

      O primeiro item é a definição de violência. De todos os tipos de violência a feita aos ‘outros’, a violência política, é a mais nefasta e a mais condenada pelas sociedades passada e presente. Violência política não é matar um cordeiro para uma refeição (apesar dos vegetarianos a classificarem como violência), fazer um sacrifício animal como era comum no passado ou mesmo matar ‘outro’ por motivos pessoais. [3].

      O item seguinte é comparar as doutrinas, tanto quantitativa como qualitativa. A violência política do Alcorão é chamada de “luta pela causa de Alá”, ou jihad.

      A doutrina islâmica é composto por três textos sagrados (Alcorão, Sira e Hadith) e não somente um, como pensa a maioria dos ocidentais; portanto, temos de fazer mais do que medir a jihad no Alcorão [4]. O Alcorão é o livro sagrado dos muçulmanos, a Sira é a biografia de Maomé e a Hadith são as tradições do profeta do Islã, o que ele fez e disse. A Sira e Hadith juntas formam a Sunna, que é o padrão perfeito de todo o comportamento islâmico. E os três textos sagrados juntos formam a trilogia islâmica.

      O Alcorão é o menor dos três livros, representando apenas 16% do texto da Trilogia. Isto significa que a Sunna (Sira e Hadiths juntas) contêm 84% do teor de palavra de todos os textos sagrados do Islã. Somente este dado estatístico já possui grandes implicações. A maioria da doutrina islâmica não é sobre Deus, mas sobre Maomé. O Alcorão afirma 91 diferentes vezes que Maomé é o modelo perfeito da vida. É muito mais importante saber sobre Maomé do que sobre Deus. Esta é uma notícia muito boa. É fácil entender uma biografia sobre um homem. Para saber sobre o Islã, saiba sobre Maomé.

      A jihad ocorre em grande proporção nos três textos sagrados do Islã. Aqui está um gráfico com os resultados:

 

      É muito significativo saber que o Sira dedica 67% do seu texto para a jihad. Estão registrados uma média de um caso de violência a cada seis semanas durante os últimos nove anos de vida de Moamé. Foi a Jihad a responsável pelo sucesso de Maomé. Aqui está um gráfico de crescimento do Islã.

 

 

      Basicamente, quando Maomé era um pregador religioso, o Islã cresceu à taxa de dez novos muçulmanos por ano. Mas quando ele se virou para a Jihad, o Islã cresceu a uma taxa média de dez mil novos muçulmanos por ano. Informações de como são as jihads estão registradas com grandes detalhes. O Alcorão dá a grande visão da jihad – a conquista do mundo pelo processo político. A Sira é um manual estratégico e os Hadiths um manual de tácticas da jihad.

      Na Bíblia hebraica, o Antigo Testamento, Em contraste, 5,6% do conteúdo é dedicado a violência política. Não há registro sobre violência política no Novo Testamento.

      Há 327.547 palavras dedicadas à violência política na trilogia Islâmica e 34.039 palavras na Bíblia hebraica. Ou seja, a trilogia Islâmica possui 9,6 vezes mais palavras dedicada à violência política do que a Bíblia hebraica.

      Além disso, muito além da mensuração quantitativa de quase dez vezes materialmente mais violento, há também a medição qualitativa. A violência política do Alcorão é eterna e universal. A violência política da Bíblia hebraica restringiu-se ao passado, foi para um determinado tempo e lugar . Esta é a grande diferença entre o Islã e outras ideologias. A violência continua a ser uma ameaça constante para todas as culturas não-islâmicas, agora e no futuro, até o dia do juízo final. O Islã jamais foi análogo ao cristianismo e/ou judaísmo em qualquer forma prática. Além da doutrina do Deus único, o Islã também é único em si mesmo.

      Outra medida da diferença encontrada entre a violência política na tradição judaica/cristã e textos do Islã aplicada nos dias de hoje é o terror psicologico, o uso do medo da violência contra a artistas, críticos e intelectuais. Exemplos rescentes de ameaças de violência e/ou assassinatos contra artistas, críticos e intelectuais, a exemplo de Salman Rushdie, Theo van Gogh, Ayaan Hirsi Ali, Fortune Pim, Kurt Westergaard [5] nos comprovam as enormes diferenças entre as duas doutrinas. Em consequência, os frutos políticos das duas árvores são tão diferentes como noite e dia.

      Já é tempo dos intelectuais e lideranças comunitárias começarem a esclareçer à população sobre a real, abrangente e atual doutrina da triologia islâmica, deixando de lado analogias e afirmações superficiais baseadas em fantasias motivadas pelo politicamente correto [6] e multiculturalismo.

      * Bill Warner, um dos maiores estudiosos ocidentais sobre o Islã, autor de diversos livros sobre esse tema (A Simple Koron, Sharia Law for Non-Muslims, The Political Traditions of Mohammed), diretor do Centro para o Estudo do Islã Político e membro do American Thinker.

      Notas

      1. Fonte: Political Islan

      2. Tradução: Frank Herles Matos

       Notas Complementares

      Essas notas são de autoria e responsabilidade do tradutor, com permissão e autorização do autor do texto. Foram incorporadas nas traduções para Português e Espanhol com o objetivo de melhor informar os leitores desses idiomas.

      [1] Como se todos os judeus e cristãos conheçecem a doutrina islâmica.

      [2] Como se todos os muçulmanos conheçecem as doutrinas judaica e cristã.

      [3] Violência Política é um Estado ou grupo social usar a força para converter, subjugar, dominar, torturar, abusar física e/ou psicologicamente, matar, gerar medo e terror em nome de ideologia, religião, raça, etc.

      [4] Segundo diversos estudiosos o Alcorão é dois livros em um: o Alcorão de Meca (primeiro) e o Alcorão de Medina (segundo), com muitas contradições entre si. Os estudioso islâmicos resolvem essas contradições por ordenações ‘de revogações’. Isto significa que o verso escrito depois substitui o verso anterior. No entanto, como o Alcorão é considerado pelos muçulmanos como a palavra perfeita do Alá, ambos os versos são sagrados, legitimos, verdadeiros e aplicáveis. O verso posterior é ‘melhor’, mas o verso anterior não pode estar errado já que Alá é perfeito. São as circunstâncias que definem qual verso deve ser usado.

      Essas contradições fizeram com que a própria tradição do tafsir (interpretação do Alcorão) refleta, muitas vezes, as divergênciaas e diferentes tendências do islamismo. A interpretação xiita de algumas suras (versículos) difere, radicalmente, da interpretação sunita. O resultado disto é que tanto os modernistas reformistas como os conservadores vêm interpretando o texto de maneira que este melhor se adapte à seus respectivos pontos de vistas e objetivos.

      [5] Autor dinamarques das caricaturas de Maomé.

      [6] Apesar do “Politicamente Correto” popularmente considerado “socialmente correto, ação que amenisa diferenças e facilita interações entre grupos” na verdade é um procedimento que está corroendo bases importantes da sociedade. Segundo o Dr. e Prof. Vladimir Volkoff o Politicamente Correto é uma doença, “…uma entropia do pensamento político que é impossível definir por não possuir verdadeiro conteúdo. Nele encontramos restos de um cristianismo degradado, de um socialismo reivindicativo, de um economicismo marxista e de um freudismo em permanente rebelião contra a moral do ego. Se compararmos a demolição do comunismo com uma explosão atômica, diríamos que o politicamente correto constitui a núvem radioativa que acompanha a hecatombe. Seus alvos prediletos são a família, as tradições, os grupos sociais organizados e, sobretudo, a crença nisto…”

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